Convergência entre nuvem e IA amplia eficiência e inovação nas empresas
Novo ecossistema tecnológico promete decisões em tempo real, operações mais sustentáveis e experiências hiperpersonalizadas, indica estudo da NTT DATA
A convergência entre cloud, inteligência artificial (IA) e edge computing vai moldar um novo paradigma de eficiência, rapidez e competitividade nos negócios. Essa é uma das tendências mapeadas pelo estudo Technology Foresight 2025, da NTT DATA, que explora o conceito de cloud cognitiva como um ecossistema capaz de integrar o poder de processamento da nuvem, a capacidade analítica da IA e a computação em borda (edge) para simplificar operações, criar experiências personalizadas para clientes e apoiar os líderes na tomada de decisões mais bem informadas.
Um dos principais impulsionadores dessa tendência é o aumento exponencial na geração de dados. As projeções indicam que, em 2025, o mundo alcançará 175 zettabytes de dados produzidos, volume correspondente a 5,5 trilhões de horas de vídeo em 4K, aproximadamente. Com isso, infraestruturas de cloud robustas e inteligentes serão um fator-chave para a gestão eficaz e a extração de insights valiosos desse amplo volume de informações.
“O que estamos vendo é a habilitação de capacidades e de casos de uso antes inviabilizadas por limitações tecnológicas”, afirma Ivan Brum, sócio e head de Arquitetura Digital da NTT DATA. “Com a cloud cognitiva, a nuvem funciona como um centro de dados e processamento com capacidade praticamente infinita, enquanto dispositivos locais como IoT e edge monitoram, analisam e geram insights de forma quase simultânea, aprimorando a tomada de decisão em tempo real.”
Com o avanço da tendência, setores que operam com serviços críticos, como energia, saúde e infraestrutura urbana, serão os primeiros a ser impactados. Brum cita o monitoramento de redes elétricas como exemplo: “É possível identificar falhas na distribuição e corrigi-las automaticamente, em tempo real. O mesmo vale para dispositivos biomédicos que monitoram pacientes e tomam decisões com base nos dados captados.”
Impacto imediato
A aplicação da cloud cognitiva tem um resultado direto na eficiência operacional das empresas. O estudo destaca que, com a automação integrada à IA, é possível ajustar dinamicamente infraestruturas de TI e fluxos de trabalho de acordo com cada demanda. “Passamos a ter uma automação precisa, contextual e responsiva”, diz Brum. A velocidade de resposta é outra consequência. O tempo entre o acontecimento e a tomada de decisão é drasticamente reduzido. Isso pode mudar desde a experiência de um cliente em uma loja até a gestão do trânsito nas cidades.
Em termos de inovação, a cloud cognitiva, ao combinar IA com dados em tempo real e poder computacional distribuído, abre caminho para novas possibilidades de produtos, serviços e experiências. “Estamos falando de desbloquear casos de uso baseados em análises de imagens, áudios e sensores, tudo captado em tempo real, o que traz grandes oportunidades e aumenta a competitividade em diversos setores”, diz Brum.
O estudo da NTT DATA aponta que, em 2024, o mercado de convergência de cloud cognitiva já representava US$ 70,5 bilhões, com um crescimento de 23% em relação a 2023. E a estimativa é que as vendas de computação em nuvem alcancem US$ 2 trilhões até 2030, sendo a IA Generativa responsável por cerca de 10% a 15% desses investimentos.
Rumo à transformação
Do ponto de vista estratégico, a NTT DATA recomenda que as empresas iniciem essa jornada para o futuro identificando os principais problemas de negócio que podem se beneficiar da cloud cognitiva. “O ponto de partida é pensar no impacto que se quer gerar, e então habilitar as tecnologias necessárias”, explica Brum. Para isso, a empresa desenvolveu um framework para gerenciamento de sistemas autônomos, capaz de guiar as organizações de forma eficaz na adoção dessas camadas de tecnologia.
Entre os casos já em operação, Brum cita projetos na agricultura de precisão e em cidades inteligentes, cujo framework permite uma orquestração inteligente, melhorando a alocação de recursos, a segurança e a eficiência energética. O foco é alinhar as demandas tecnológicas e de sustentabilidade em evolução, unindo a infraestrutura atual aos avanços de IA. “Como resultado, as organizações estarão mais bem posicionadas para prever as necessidades operacionais, abordar proativamente possíveis desafios e promover a agilidade e a melhoria contínua, impulsionando a vantagem competitiva nos próximos anos.”









