NTT DATA aponta cinco principais tendências tecnológicas para negócios do futuro
Estudo mostra que humanos aprimorados, experiências imersivas e cibersegurança avançada estão entre as transformações que vão revolucionar o mercado
O avanço da inteligência artificial, a colaboração entre humanos e máquinas e a transformação da experiência do consumidor não são apenas parte dos movimentos tecnológicos — são sinais de uma revolução estrutural no mercado. Essa é a principal conclusão do Technology Foresight 2025, pesquisa global da consultoria NTT DATA, que identificou as cinco tendências com maior potencial de impactar as empresas nos próximos anos.
Combinando pesquisa aplicada, análise de mercado, insights de especialistas e uso intensivo de inteligência de dados, o relatório oferece um panorama estratégico das tecnologias emergentes que já estão redesenhando a próxima onda de transformação digital. De acordo com Evandro Armelin, sócio-líder de Digital Technology da NTT DATA, o levantamento tem como objetivo apresentar as inovações que vão redefinir os negócios de agora em diante. “Mais do que prever o futuro, o foco é preparar as organizações para navegar nele com protagonismo, já que cada uma dessas tendências oferece oportunidades concretas para eficiência e diferenciação dos negócios”, diz. “Num ambiente marcado pela alta competitividade e que força as empresas a investir cada vez mais em inovação, saber quais as tecnologias serão importantes é fundamental para empresas acertarem nos investimentos.”
Humanos aprimorados
A integração entre pessoas e máquinas está inaugurando um novo paradigma no ambiente de trabalho. Com o avanço da IA generativa, assistentes virtuais, dos avatares digitais e softwares inteligentes, os profissionais agora passam a contar com ferramentas que ampliam suas capacidades. O centro dessa tendência mapeada pela pesquisa não é substituir humanos, mas maximizar seu potencial, aumentando a produtividade, diminuindo os índices de erro e melhorando a tomada de decisões e a eficiência. A análise estima que a simples redução de 30 minutos por dia no tempo gasto com buscas de informações pode gerar uma economia anual de mais de 1,5 milhão de euros para uma organização com mil colaboradores.
Marco Chaves, sócio-líder de Digital Strategy da NTT DATA, explica que, em particular, essa evolução humano-tecnológica reduzirá o tempo gasto em atividades improdutivas. “Hoje, por exemplo, já implementamos no setor de RH de uma multinacional um chatbot baseado em IA generativa para atendimento de dúvidas frequentes dos colaboradores, mantendo os profissionais focados em tarefas de maior valor agregado, como programas de desenvolvimento e gestão.”
A forma como marcas e clientes interagem é outra frente que deverá ser redefinida com o avanço de ferramentas como IA, computação espacial e automação. Essas novas tecnologias permitem as empresas sair de interações pontuais e reativas para construir jornadas sensoriais, contínuas e contextuais – capazes de envolver o consumidor antes de ele tomar consciência de sua necessidade. Isso abre espaço para uma nova era de conexões personalizadas em um cenário em que 73% dos consumidores já consideram a experiência um fator-chave nas decisões de compra. “Estamos falando de estratégias omnichannel hiperpersonalizadas, em que assistentes inteligentes e análise preditiva permitem interações mais humanas e profundas, e que apoiam as empresas a antecipar necessidades e otimizar as interações com os clientes”, diz Armelin.
A inteligência artificial está também no centro da convergência de cloud cognitiva, tendência que permite que as corporações melhorem as operações, aprimorem a tomada de decisões e obtenham insights profundos sobre seus dados por meio da integração de tecnologias avançadas de cloud computing com IA e habilidades cognitivas humanas.
“A cloud cognitiva transforma a nuvem em um sistema inteligente e responsivo, que aprende com os dados, adapta-se ao contexto e oferece suporte estratégico em tempo real. Assim, as empresas contam com uma infraestrutura que não só armazena e processa dados, mas também gera insights acionáveis, acelera a inovação e impulsiona novos modelos de negócio”, afirma o sócio-líder de Digital Technology da NTT DATA.
Sustentabilidade e segurança
O estudo mostra também que estão entre as cinco principais tendências as respostas possíveis a dois dos grandes desafios que as companhias vão enfrentar nos próximos anos: sustentabilidade e cibersegurança.
Muito além de uma demanda ética ou reputacional, sustentabilidade já é, hoje, uma estratégia de negócios, que alia a gestão ambiental ao crescimento econômico. O estudo indica que, apoiada pelos avanços em IA, IoT e blockchain, a sustentabilidade digital permite que as organizações ampliem suas iniciativas em prol do meio-ambiente e da sociedade, ao mesmo tempo que mantêm a competitividade e atendem à crescente demanda dos consumidores por práticas ecologicamente conscientes.
Com uso crescente de ferramentas digitais para otimizar recursos, reduzir emissões e construir cadeias produtivas mais resilientes, a digitalização da sustentabilidade, com o suporte de tecnologias como gêmeos digitais e análise preditiva, posiciona a agenda ESG como um ativo estratégico, fundamental para mitigar riscos e atrair investimentos.
Lógica semelhante deverá ser empregada em relação à cibersegurança, transicionando de uma função tradicionalmente reativa para uma estratégia preventiva e proativa, convergindo segurança cibernética, física e organizacional — com o apoio de IA e machine learning — para criar ambientes adaptativos, capazes de reagir a ameaças em tempo real.
“Essa tendência tecnológica transformará completamente a forma como as empresas gerenciam riscos, garantem compliance e preservam a confiança dos stakeholders”, ressalta Armelin. “Com inovações mais aceleradas e riscos cada vez mais sofisticados, as organizações que saírem à frente terão a capacidade de adaptação como uma vantagem competitiva.”









