Accenture cumpre a promessa da tecnologia e conduz empresas rumo à inovação
Convergência entre os mundos físico e virtual é a grande tendência. Precisão nos investimentos é crucial na transformação dos negócios
A acelerada sucessão de inovações impõe às empresas e seus executivos, nos diversos setores, a missão de investir com eficácia e precisão para atingir a evolução dos negócios. “Temos atuado ao lado de nossos clientes como uma bússola no campo aberto das transformações digitais”, explica o líder de Accenture Technology para América Latina, Paulo Ossamu.
A gigante da consultoria lançou a nova edição do “Technology vision”, a lente que revela as tendências que transformarão as organizações, o trabalho e a vida da sociedade. “Entrevistamos quase cinco mil executivos para entender como e em que as empresas investem e quais questões buscam resolver”, detalha Ossamu. O exercício é repetido anualmente há duas décadas, analisando o mercado em 34 países e as novidades que os movimentarão no período de dois a cinco anos.
O executivo lembra que, em 2013, o “Technology vision” afirmou que toda empresa seria digital. “Dez anos depois, estamos saindo de uma pandemia com um mundo extremamente digitalizado”, afirma. “Mas isso é apenas parte do nosso trabalho.”
Viver as soluções na prática
Ao prescrever para si o que indica aos seus clientes, a Accenture deixou para trás o modelo de negócios de uma consultoria tradicional para se transformar em uma companhia digital. Tornou-se o melhor case de si mesma. Nos últimos seis anos, só no Brasil e na América Latina, adquiriu 13 empresas por todo o país de segmentos como dados, inteligência artificial, segurança cibernética, marketing digital, e-commerce, analytics e serviços em nuvem. A Morphus, empresa de Fortaleza, no Ceará, especializada em cibersegurança, é a mais recente aquisição, mas certamente não será a última.
Para conseguir ajudar de forma efetiva os clientes, a Accenture faz, primeiro, a lição dentro de casa. “Temos centros de inovação, laboratórios e patentes por todo o mundo, porque a tecnologia faz parte do nosso propósito”, afirma Ossamu. “Temos o desafio de nos manter atualizados e estudamos para isso. Outro desafio é o de preparar um contingente para atender e transformar nossos clientes. Fazemos isso com qualificação e certificação.”
Em 2022, o foco do “Technology vision” foi o metaverso. Seguindo a tendência, a Accenture criou, então, um ambiente virtual corporativo para dar as boas-vindas aos novos funcionários. Intitulado One Accenture Park, o projeto incluía a criação de avatares e ambientes gamificados, para que fosse possível experienciar a cultura, colaboração e o aprendizado de forma imersiva.
Ossamu afirma que, ao gerenciar um portfólio de clientes com as maiores empresas do mundo, a Accenture tem “a imensa responsabilidade de direcionar para cada uma delas as melhores ferramentas e a melhor experiência, tornando precisos seus investimentos. “Para isso, precisamos entender muito bem como as tecnologias funcionam”, diz. “As inovações podem ser uma grande oportunidade, mas, mal implementada, a tecnologia pode representar uma ameaça.”
Tendências do momento
Depois de passar de um modelo de negócios físico para o digital, as empresas lutam para encontrar o equilíbrio entre os dois mundos. Diante desse desafio, concentra-se a grande tendência do “Technology vision 2023: as bases da nossa nova realidade”. Trata-se da continuação do que foi revelado na pesquisa anterior, como aponta Daniel Franulovic, líder da prática de metaverso em Accenture Technology para a América Latina.
“No ano passado, a pesquisa foi toda baseada no metaverso contínuo, que, de certa forma, é o começo do que detectamos hoje como tendência”, afirma. “Esse foi o primeiro passo do mundo digital na imitação do mundo físico e vice-versa. Essa convergência se inicia no metaverso.” Segundo o executivo, as tendências se misturam e evoluem de um ano para o outro.
A mesma coisa acontece com a nova geração de inteligência artificial, também destacada na pesquisa como tendência. “Temos falado de IA há dez anos no “Technology vision”, e a diferença é que agora se trata de uma tecnologia mais generalista e que usa dados não marcados”, explica Franulovic. Segundo ele, antigamente, era preciso treinar a IA com um modelo de dados. Hoje ela é não categorizada e consegue aprender, ser mais intuitiva e criativa. “É o que estamos vendo com este boom do ChatGPT, que tem potencial altíssimo.”
A convergência entre átomos e bits é o caminho, então, para uma realidade compartilhada sem precedentes. Seja por meio de “digital twins”, implantação de sistemas robóticos ou via IA generativa, os materiais e as coisas vivas se entrelaçarão com a tecnologia.
Paulo Ossamu considera que, até o momento, vivemos um mundo dividido entre as duas realidades, e navegar entre elas é exaustivo e ineficiente. “Mas hoje há maior confiança na adoção de tecnologias, e as novas ferramentas vão se completando também. No ano passado, o tema do metaverso era quente, mas ainda pouco adotado.” Segundo o executivo, a partir de agora, vamos começar a ver mais óculos de realidade virtual porque o custo vai baixar. “E o próprio ChatGPT se consagrou como a plataforma com maior aceleração de entrada de usuários em um curto período. São os sinais das mudanças já acontecendo.”
Ossamu explica que alguns líderes ainda olham com cautela para as novas tecnologias, mas a Accenture ajuda a mostrar que a hora da inovação é agora. “As empresas precisam ir além de uma melhora incremental. É preciso mudar de patamar. Afinal, essas organizações estão saindo de um momento de incertezas e se deparando com desafios globais”, ressalta.
Apesar de setores como as Finanças e o Varejo se destacarem nas implementações de tecnologia, o executivo afirma que não existe uma indústria menos ou mais atrasada na inovação. Analisando o cenário, o Brasil desponta como grande entusiasta da inovação.
“Nas pesquisas, nosso país sempre aparece como sendo mais otimista, um mercado que se arrisca mais. São as vantagens de ser uma nação jovem, com uma população digitalizada”, diz Ossamu. “Na pandemia, as empresas brasileiras, mesmo as menores, rapidamente se adequaram para o comércio digital e social — abriram vendas por WhatsApp mesmo antes de criar um site, pulando para a tecnologia mais recente e mais prática. Foi um “leapfrog”. Os países emergentes, de forma geral, têm essa característica.”









