Na COP28, JBS avança em programa de rastreabilidade individual
Companhia anuncia investimento em ações para impulsionar o desenvolvimento global e apoiar pequenos produtores
A JBS anunciou na COP28 (28ª Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas), realizada em Dubai, o investimento total de R$ 43,3 milhões para melhorar a rastreabilidade na cadeia de gado, apoiar pequenos produtores na regularização de propriedades e adotar práticas regenerativas e sistemas agroflorestais, no Pará.
A companhia irá liderar o projeto-piloto para a implementação da rastreabilidade individual de gado no Estado. O Pará tem o segundo maior rebanho do Brasil, atrás de Mato Grosso, com 34,2 milhões de cabeças, e à frente de Goiás e Minas Gerais.
Em linhas gerais, todas as iniciativas da JBS anunciadas na COP28 têm por objetivo aprimorar a transparência na atuação dos criadores de gado, fornecendo suporte aos pequenos produtores por meio de programas de regularização ambiental e incentivo à adoção de práticas regenerativas e sistemas agroflorestais.
No caso da rastreabilidade individual do rebanho no Pará, o acordo prevê que o Estado rastreie cada um dos seus 24,8 milhões de bovinos com prazo definido, como explica o governador Helder Barbalho: “Hoje damos um importante passo, ao nos unirmos a fundos privados para lançar essa iniciativa para termos, até 2026, 100% do rebanho do Estado do Pará com brincos com chips para rastreabilidade individual, do nascimento ao abate. Isso garante, por um lado, integridade e transparência para a cadeia produtiva na região. E isso também precisa ser feito com apoio ao produtor, para que ele tenha acesso ao benefício que essa rastreabilidade dá, com a abertura de mercados”.
O anúncio contou ainda com a presença e o apoio dos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Paulo Teixeira. “Como maior produtor de alimentos do mundo e atuando no principal bioma do mundo, temos muito orgulho de dar uma resposta à nossa capacidade de produção de forma sustentável. Essa é uma iniciativa inteligente e corajosa. Agora, com a rastreabilidade individual, vou ter mais segurança para produzir e, consequente, para gerar empregos, e isso traz benefícios e oportunidades para todos”, coloca a diretora-executiva de Assuntos Corporativos da JBS, Marcela Rocha.
Parte dos investimentos anunciados será aportada no Fundo Amazônia Oriental (FAO), que irá apoiar pequenos produtores no custeio da aplicação de identificadores individuais no rebanho. Ao todo, a JBS investirá na iniciativa R$ 5 milhões até 2026.
"Com mais essa parceria com o estado do Pará, estamos fortalecendo nosso compromisso em apoiar os pequenos produtores e aprimorar a transparência na pecuária. Esses programas refletem nosso esforço contínuo em promover práticas produtivas mais sustentáveis e são importantes não apenas para impulsionar a agropecuária paraense, mas para desenvolvermos um sistema único de rastreabilidade no Brasil e assim avançarmos em direção a uma produção cada vez mais transparente e responsável, afirma o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.
Meio ambiente
A COP28 registrou um aumento na participação de organizações do setor de alimentos e agricultura. O número de representantes da agroindústria mais que dobrou desde 2022, alcançando um total de 340 participantes.
A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, apresentou iniciativas e metas ambiciosas alinhadas ao cumprimento do Acordo de Paris (ou Acordo do Clima), que busca limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até o ano de 2050.
Outro anúncio feito pela JBS foi o investimento de mais de R$ 220 milhões em projetos de captura de metano nas instalações da Friboi para a geração de energia em 14 fábricas nos Estados Unidos e Canadá, além das nove unidades da Friboi no Brasil.
No Brasil, a iniciativa tem gerado a produção diária de mais de 80 mil metros cúbicos de biogás por meio do sistema de tratamento de efluentes. “Isso representa 65% do escopo 1 da Friboi e 26% do escopo 1 da companhia no Brasil como um todo, que são as emissões liberadas para a atmosfera como resultado direto das nossas operações”, detalha Sheila Guebara, líder de Ações Climáticas da JBS.
Já nas fábricas dos Estados Unidos e do Canadá, são produzidos 190 mil metros cúbicos de biogás por dia — energia limpa que abastece caldeiras e gera eletricidade para as unidades —, com perspectiva de expansão dos projetos nos dois países.
Ao todo, a empresa já deixa de emitir 650 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano. E, com a conclusão do projeto em andamento na Austrália, serão somadas mais 60 mil toneladas de CO2 anualmente, com planos para novas iniciativas também no México.
Durante a COP28, ainda foi anunciada a adesão da JBS como signatária da First Movers Coalition for Food — iniciativa liderada pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com o Governo dos Emirados Árabes Unidos e outras 19 líderes do agronegócio —, que visa estimular a produção sustentável de alimentos e criar uma demanda de mercado por produtos de baixa emissão de carbono no valor de até 20 bilhões de dólares.
Segundo o CSO Global da JBS, Jason Weller, a demanda por commodities agrícolas produzidas de forma sustentável pode apoiar a transição para uma economia de baixo carbono nas cadeias de valor agrícolas e alimentares.









