70 anos da JBS: o legado de uma das maiores empresas de alimentos do mundo
A partir de uma cadeia de negócios que reúne 152 mil colaboradores em território nacional, companhia se consolida como a maior empregadora do país
Fundada em 1953, como um pequeno açougue, no interior de Goiás, a JBS chega aos seus 70 anos na condição de importante motor de crescimento para a economia e para o mercado de trabalho brasileiro. Ao longo de sua trajetória, a companhia se ransformou em uma das maiores empresas de alimentos do mundo e, de olho no futuro, mantém projetos e investimentos para continuar gerando empregos e renda, em sintonia com sua agenda global de sustentabilidade, tecnologia, inovação e compromisso social.
De acordo com um levantamento inédito produzido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as cadeias produtivas ligadas à JBS movimentaram, em 2021, o equivalente a 2,1% do PIB nacional. Com um quadro global de 270 mil colaboradores — sendo 152 mil baseados no Brasil —, a organização é também a maior marca empregadora do país, contribuindo para a geração de 2,73% de postos de trabalho durante o período analisado pela pesquisa.
Além dos impactos diretos, o estudo também revela benefícios que se estendem a diversos pontos da rede de stakeholders e dos municípios vizinhos às operações da JBS, gerando competitividade salarial e abertura de vagas para um total de 2,9 milhões de profissionais. Um dos principais exemplos desse efeito pode ser observado nas atividades da unidade produtiva de Barra do Garças, em Mato Grosso: a cada 100 empregos criados no local, são abertas outras 597 vagas entre fornecedores de insumos.
“Para nós, que, como empresa, completamos 70 anos agora em 2023, esse estudo é de extrema importância, pela evidência que ele apresenta de como a indústria de alimentos é positiva para o país. Gera muitos empregos diretos e indiretos, além de ter uma cadeia longa de fornecedores e clientes, estimulando uma grande porção da economia”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.
POTENCIAL AMPLIADO
A empresa vem fortale cendo a sua presença no segmento de produtos de valor agregado. A estratégia tem como destaque mais recente a expansão do complexo industrial de Rolândia (PR), no final de outubro. Resultado de um investimento de R$ 1 bilhão, o local abriga duas fábricas que ocupam uma área total de 257 mil metros quadrados e empregam 4.500 colaboradores.
Como parte do mesmo posicionamento, a companhia também retomou as atividades da unidade industrial da Friboi em Juara (MT) e anunciou a criação de 1.400 novos postos de trabalho com a recuperação e modernização da unidade de Diamantino (MT).
“Nós, que operamos em muitos lugares ao redor do mundo, olhamos para o Brasil e observamos que são poucos lugares que possuem as condições que o país tem: democracia, instituições fortes e estabelecidas e credibilidade. Acredito que o Brasil voltou e é a bola da vez”, diz Wesley Batista, cofundador e acionista da JBS.
Os movimentos fazem parte de um projeto global que incluiu uma série de aquisições de players internacionais nos últimos dois anos, com destaque para a compra das marcas Sunny valley, Pilgrim’s Food Masters e King’s Group, além da construção da fábrica de especialidades italianas da Principe, em Missouri, nos Estados Unidos. A amplia ção para novos mercados também pode ser obser vada nos investimentos em setores ligados a novas tecnologias e hábitos de consumo, como a compra da Vivera, que produz alimentos plant-based, e da Huon Aquaculture, empresa especializada em soluções inovadoras de aquicultura de ponta.
Uma das principais apostas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para o setor de alimentos é o JBS Biotech Innovation Center, primeiro centro de pesquisa de proteína cultivada no Brasil, no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC). Com US$ 22 milhões comprometidos para a sua execução, o espaço tem como objetivo ser o maior centro de pesquisa de biotecnologia de alimentos do país.
FUTURO SUSTENTÁVEL
Alinhada aos princípios ESG, a JBS vem adotando iniciativas e processos sustentáveis em todas as pontas de sua operação. Há mais de uma década, passou a adotar soluções como monitoramento de impactos socioambientais via satélite e plataformas de blockchain para certificar as atividades de parceiros diretos e indiretos.
Outro programa de destaque são os Escritórios Verdes, que auxiliam gratuitamente pecuaristas interessados em processos eficientes e sustentáveis a serem desenvolvidos em suas propriedades, além de dar apoio em passivos ambientais e conexão com instituições financeiras que oferecem acesso a crédito.
“Acredito que a JBS está desempenhando um papel relevante, sendo a protagonista nessa transformação do mundo, de produzir alimentos cada vez melhores, mais saudáveis e mais sustentáveis para os nossos consumidores do mundo inteiro”, afirma Tomazoni.









