Casas Bahia
PUBLICIDADE

Por Casas Bahia

Atualizado

O balanço do quarto trimestre de 2025 do Grupo Casas Bahia traduz em números os resultados do planejamento de restruturação de negócios iniciado há dois anos. O fluxo de caixa livre alcançou R$ 1,8 bilhão, elevando o total do período para R$ 2,15 bilhões. A alavancagem evoluiu, com o indicador de dívida líquida / EBITDA ajustado migrando de 1,9x para 0,4x.  

O volume bruto de mercadoria (GMV) é o maior já registrado na história da Companhia: R$ 44,7 bilhões – um crescimento que ocorre sem prejuízo para as margens e do caixa. Já o volume de vendas anual chegou a R$ 44,7 bilhões, aumento de R$ 3,6 bilhões em relação a 2024. A margem EBITDA registrou expansão pelo 9º trimestre consecutivo e atingiu 9,8%, alta de 1,8 ponto percentual na comparação com 2024.  

O processo consistente de fortalecimento operacional e financeiro, com foco em eficiência, disciplina e geração de valor sustentável, prepara a Companhia para um novo ciclo de expansão, segundo Elcio Ito, CFO do Grupo Casas Bahia. “A estrutura de capital teve evolução significativa. Geramos aproximadamente R$ 2 bilhões de caixa no ano e reduzimos nossa alavancagem, o que consolida a robustez da nossa estrutura de capital e garante a sustentabilidade da operação em sua nova fase”, afirma o CFO.  

“Nossa entrega em 2025 reforça a capacidade de execução da Companhia e consolida o Grupo Casas Bahia como referência no mercado de eletrodomésticos e móveis”, reforça o CEO, Renato Franklin. 

Disciplina de capital 

A estratégia adotada se baseia na disciplina de alocação de capital, orientada pelo Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) e pela organização financeira. O que significa que a Companhia não quer buscar crescimento a qualquer custo e os recursos não são gastos em expansão desenfreada: dos R$ 86 milhões investidos no quatro trimestre, mais de 70% foi direcionado para projetos relacionados a tecnologia e logística, para suportar a digitalização da Companhia e a experiência do cliente. 

No consolidado de 2025, o CAPEX total foi de R$ 331 milhões, enquanto a gestão rigorosa no acompanhamento da performance assumiu o compromisso de encerrar operações que não geram valor, o que resultou no fechamento de 22 lojas nos últimos dois anos.  

A maior prova de eficiência da administração é que, mesmo com a receita bruta crescendo 6,5% no quarto trimestre e enfrentando a inflação do período, o montante nominal de despesas operacionais ficou estável, resultando na queda dos gastos de 1,3 ponto percentual sobre a receita no trimestre e de 1,9 ponto percentual no consolidado de 2025. 

O aumento da produtividade foi apoiado pela tecnologia: o uso de Inteligência Artificial, CRM avançado e precificação dinâmica se traduziu na ponta – e a Companhia registrou um aumento de 13% na produtividade corporativa (medida por GMV gerado por colaborador). A disciplina alcançou não apenas as vendas, mas também os passivos operacionais: o grupo conseguiu reduzir as despesas com demandas judiciais trabalhistas em 64% no trimestre, caindo de R$ 196 milhões para R$ 71 milhões. 

A consolidação do plano, que produziu R$ 4,6 bilhões na queda do endividamento, foi marcada por um movimento ousado na estrutura de capital: em agosto e em dezembro, a Companhia realizou duas conversões de dívida, cujas operações, somadas, projetam uma diminuição no desembolso de caixa superior a R$ 7,7 bilhões até 2030. O prazo médio da dívida foi estendido de 22 para 72 meses. 

Impacto no caixa livre 

A estratégia focada nas categorias core e na otimização da malha logística ainda impulsionou o canal digital, que registrou o 5º trimestre consecutivo de expansão. O GMV do e-commerce avançou 21,7%, com destaque para o estoque próprio (1P online), que cresceu 25,6%, o maior índice em quatro anos. O desempenho reflete uma operação logística eficaz e capaz de absorver picos de demanda. 

As lojas físicas também confirmaram sua importância na estratégia omnicanal. O GMV se manteve estável com avanço no indicador de vendas nas mesmas lojas (SSS) de 2,6%. Este desempenho foi impulsionado pelo crediário, que encerrou o período com uma carteira de R$ 6,5 bilhões, alta de 7,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. 

O ganho de saúde na estrutura de negócios potencializa a capacidade de crescimento do Grupo Casas Bahia, que tem mais de 30 mil colaboradores, capital aberto na B3 desde 2013 e mantém forte atuação em mais de 500 municípios, 23 estados e no Distrito Federal, conecta mais de 1000 lojas físicas, 24 centros de distribuição e hubs de entrega a aproximadamente 116 milhões de clientes, oferecendo produtos, crédito, serviços financeiros e soluções desenvolvidas com a mais alta tecnologia. 

Mais recente Próxima Crediário é motor de inclusão financeira, crescimento rentável e aceleração de vendas
Casas Bahia

Conheça o Valor One.

Acompanhe os mercados com nossas ferramentas

Mais do Valor Econômico

Chandika Kumari Shrestha sobreviveu graças a um bolsão de ar que surgiu em meio à água e à lama que destruíram a casa em que ela vivia no distrito de Betrawati

Mulher é encontrada viva no Nepal dias após família iniciar rituais fúnebres

Crescimento de Cury nas pesquisas e nas redes sociais levantou suspeitas entre adversários sobre eventual uso irregular de influenciadores para promover sua candidatura

Superado em pesquisas, Caiado faz primeira crítica a Cury

Governo alemão acusou a Rússia de estar por trás do incidente recente no aeroporto de Leipzig; Kremlin nega

Alemanha planeja escudo antissabotagem após ataque com drone em aeroporto

Dirigente tem enfrentado pedidos de renúncia por parte da Uefa, da AFC e da Concacaf,

Infantino vai concorrer à reeleição na Fifa em 2027, diz entidade

Menções e engajamento com as publicações do presidente no X, antigo Twitter, tiveram forte queda desde que ele assumiu a presidência, de acordo com uma pesquisa da consultoria Ad Hoc

Máquina de Milei nas mídias sociais começa a falhar na Argentina

Depois de anos resistindo a sanções, Teerã agora enfrenta um dos cercos econômicos mais severos da históri

Análise: Pressão econômica dos EUA reduz poder de barganha do Irã com o Estreito de Ormuz

Analistas de Wall Street e investidores estão mais dispostos a criticar Trump diretamente, especialmente após uma intervenção do Tesouro dos EUA no mercado de títulos

FT/ANÁLISE: O clima está esquentando nos mercados

Pelo menos 8 instituições financeiras buscam 360 bilhões de yuans em novos recursos, com o Ministério das Finanças fornecendo mais de 80% do capital

China injeta bilhões em recursos em megabancos e seguradoras

Se conquistar maioria absoluta, a Alternativa para a Alemanha (AfD) se tornará o primeiro partido a comandar um governo regional do país desde 1945

Extrema direita tenta voltar ao poder em eleição regional histórica na Alemanha