Casas Bahia investe em solidez financeira
Nova estrutura de capital reduz dívida, melhora alavancagem e abre espaço para crescimento sustentável
Após seis trimestres consecutivos de forte desempenho operacional, o Grupo Casas Bahia avança em mais um capítulo da sua transformação: com aprovação unânime no Conselho de Administração, a companhia caminha para consolidar a estrutura de capital mais leve e resiliente. A iniciativa prevê uma redução de R$1,6 bilhão em sua dívida total — diminuindo pela metade a alavancagem financeira e fortalecendo ainda mais seu balanço.
O movimento atende a um pedido dos próprios credores: a antecipação da conversão da Série 2 da 10ª emissão de debêntures em ações ordinárias. Prevista inicialmente para outubro de 2025, essa etapa agora poderá ocorrer já nos próximos meses, com a emissão de aproximadamente 328,9 milhões de novas ações, o equivalente a 77,58% do capital social da companhia. O preço de conversão será definido com base no VWAP dos 90 dias anteriores, com um desconto de 20% — o que, em 4 de junho, equivaleria a R$ 4,75 por ação.
Confiança do mercado
Além da conversão, a reestruturação traz benefícios importantes para a Série 1, parcialmente detida por bancos. A renegociação inclui novo cronograma de amortização (iniciando apenas em novembro de 2027) e extensão da carência de juros por mais 12 meses. Com isso, o Grupo preserva cerca de R$ 400 milhões em caixa nos próximos dois anos — recursos que reforçam a saúde financeira e a capacidade de execução do plano de transformação.
“O avanço na estrutura de capital é um reflexo direto da confiança dos investidores na gestão e na trajetória da empresa. Agora, com mais leveza financeira, seguimos focados em gerar valor sustentável e consolidar nossa liderança no varejo brasileiro”, afirma Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia.
Impacto direto nos indicadores
A reestruturação traz melhorias significativas nos principais indicadores financeiros, assumindo números do 1T25:
- Dívida líquida/EBITDA Ajustado (UDM 1T25): de 1,6x para 0,8x
- Patrimônio líquido: de R$ 2,089 bilhões para R$ 3,655 bilhões
- Participação da dívida líquida no capital: de 61,8% para 33,1%
- Economia anual com despesas financeiras: cerca de R$ 230 milhões
Com isso, a companhia reforça seu compromisso com uma gestão disciplinada de capital e melhora sua percepção de crédito junto ao mercado, fornecedores e seguradoras.
Bases sólidas para o futuro
O novo desenho financeiro é mais do que um alívio no curto prazo. Ele sinaliza que o Grupo Casas Bahia está preparado para entrar em uma nova fase: mais leve, mais eficiente e com capacidade de voltar a crescer com responsabilidade.
Ao reduzir seu endividamento, melhorar indicadores-chave e preservar caixa, a companhia não apenas destrava valor para os acionistas, como também reforça sua posição como protagonista do varejo nacional.









