Investidores em criptomoedas priorizam mais clareza regulatória e segurança robusta
Maioria está confortável com volatilidade dos ativos e privilegia potencial de grandes retornos financeiros
Embora a volatilidade esteja sempre em pauta quando o tema é criptoativo, ela não intimida mais os investidores institucionais. A maioria (80%) se sente absolutamente confortável com a característica volátil das criptomoedas. A principal demanda dos investidores agora está ligada ao incremento da transparência no ambiente regulatório combinado à segurança mais robusta.
Para 25,3% dos que respondem pelos maiores volumes de negócios transacionados com criptomoedas na Binance, maior exchange global em volume de negócios e número de ativos listados, é preciso dar mais clareza à regulação dos criptoativos. Na opinião de 26,9% desses investidores, é necessário, ainda, aumentar os casos de uso práticos, de forma a elevar a demanda pela conveniência que eles oferecem.
No aspecto regulatório, ainda sendo discutido em vários países, a Binance larga na frente. A instituição é a exchange com o maior número de licenças e autorizações, totalizando 18 ao redor do mundo, em países como França, Dubai, Itália, Suécia e Japão, três dos quais membros do G7.
A exchange também oferece ferramentas que facilitam o uso de criptomoedas no dia a dia. Um exemplo é o Binance Pay, um meio de pagamento por aproximação adotado por varejistas e comerciantes em diversos países que permite aceitar pagamentos com criptomoedas.
Outra questão relevante levantada pelos players que respondem pelos maiores volumes de negócios transacionados com criptomoedas globalmente diz respeito ao envolvimento institucional de bancos e outras empresas financeiras. Para 19,3%, as companhias deveriam aumentar seu engajamento organizacional com o ecossistema de criptomoedas.
Na avaliação de 18,1% dos investidores, o reforço na segurança e nos mecanismos de detecção de fraudes e soluções de custódia assume papel primordial. Essas percepções indicam uma predisposição dos investidores institucionais para apostar no longo prazo quando se trata de criptomoedas. O posicionamento sobre o ativo mostra também que o investimento generalizado em criptomoedas está menos reativo em relação a ciclos de mercado de curto prazo.
Os dados fazem parte do estudo Perspectivas Cripto Institucionais, realizado pelo braço de pesquisa da Binance e divulgado em junho deste ano. Com a missão de disseminar informações e fomentar a educação sobre criptoativos, a Binance Research coletou, entre 31 de março e 15 de maio de 2023, respostas de 208 clientes institucionais e usuários VIP da exchange. O conteúdo das entrevistas abordou atitudes, preferências, adoção e motivação dos entrevistados relacionadas aos investimentos em criptomoedas.
“As instituições geralmente adotam um horizonte de longo prazo quando entram em um novo mercado. Nossa pesquisa indica que o mesmo ocorre para os criptoativos, considerando a perspectiva positiva dos entrevistados e como eles expressam mais confiança nos casos de uso como impulsionadores da adoção, em vez dos preços”, diz Catherine Chen, chefe da Binance VIP e Institucional.
Chen observa que as informações reveladas pela pesquisa estão alinhadas com a taxa saudável de aumento das contas institucionais na Binance, que teve crescimento de 89% desde o auge do mercado de alta, registrada no quarto trimestre de 2021. “Vamos explorar os resultados desse relatório com nossos usuários para implementar as lições aprendidas em nossas ofertas de produtos”, ressalta Chen.
No Brasil, investidores institucionais começam a enxergar vantagens competitivas ao aumentar a fatia de criptomoedas nos respectivos portfólios. “A adoção da cripto seguiu um caminho inverso ao de outras classes de ativos, começando pelo varejo e crescendo para os investidores institucionais. As instituições perceberam que, ao adotar a cripto, elas ganham vantagem competitiva e atraem novos clientes, principalmente os mais jovens”, explica Guilherme Nazar, diretor-geral da Binance no Brasil.
Jornada do investimento
Nas negociações com criptomoedas, a preferência de quem investe continua sendo as exchanges centralizadas, citadas por 90,5% dos entrevistados. Em seguida, aparecem as atividades de custódia, preferidas por 58,2% dos investidores institucionais. Entre os critérios que mais impactam os investidores na hora de optar por uma plataforma de negociação estão: liquidez (28%), segurança (26%) e reputação (22,5%).
A pesquisa também aponta que os setores de infraestrutura e os que contemplam tecnologias de camada 1 e camada 2 são os mais relevantes para os investidores institucionais e seus respectivos veículos de investimento, os fundos. Para 53,9%, o setor de infraestrutura é o mais expressivo. No caso de tecnologia, 48,1% preferem a relacionada à camada 1, e 43,8% manifestam preferência pela camada 2. No que tange à inovação em carteiras, como autocustódia e melhorias na experiência do usuário, 51% dos entrevistados confirmam a relevância do tema.
Prioridades na hora de investir
O potencial de grandes retornos financeiros continua sendo o argumento mais eficiente para atrair investidores em criptomoedas. Esse potencial foi apontado por 42,8% dos entrevistados. Na opinião de 37,5% dos investidores, a possibilidade de exposição de longo prazo a tecnologias emergentes também é um motivador para manter criptoativos no portfólio de investimentos.
Ao avaliarem exchanges centralizadas para decidir com quem será realizada a negociação, os investidores institucionais ressaltam a importância da liquidez, uma vez que transacionam volumes mais expressivos. Segurança e reputação são pontos de atenção e estão no topo das prioridades. Em um cenário de taxas cada vez mais competitivas, os custos envolvidos também são considerados, mas têm menos peso do que liquidez, segurança e reputação.
Entre os investidores institucionais, as redes sociais são apontadas como fonte de informações atualizadas sobre criptomoedas. No dia a dia de 65,4%, é frequente consultas em redes como Twitter, Telegram e Discord. Os meios de comunicação especializados em criptomoedas, como Binance News, CoinDesk, Cointelegraph, são utilizados por 50% dos investidores.
Para obterem informação sobre criptomoedas, 39,9% dos entrevistados afirmam recorrer a profissionais que atuam no segmento. Meios de comunicação de massa ou especializados em negócios também são utilizados, mas a minoria dos investidores afirma depender de opiniões da sua rede de relacionamentos pessoais, como parentes e amigos, para decidir sobre um investimento em criptomoeda.









