Be8 vai iniciar produção de novo biocombustível para acelerar descarbonização
Com custo competitivo, Be8 BeVant reduz em até 50% as emissões de monóxido de carbono e torna-se solução para empresas que buscam cumprir metas de sustentabilidade a curto prazo
A Be8, líder em biodiesel no país, anuncia para o próximo mês o início da produção do Be8 BeVant, um biocombustível inovador de metil éster bidestilado que substitui em 100% o diesel fóssil, com capacidade de reduzir em até 50% as emissões dos gases de efeito estufa. No momento, a empresa espera apenas a licença da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar a operação. A previsão é que a capacidade preliminar de produção de 28 milhões de litros/ano do biocombustível já esteja comercializada até o final deste ano.
Com maior teor de éster, ele reduz em até 50% as emissões de monóxido de carbono, 85% da emissão de materiais particulados e 90% de fumaça preta. O uso desse novo combustível está focado nos setores-chave da economia que buscam acelerar a descarbonização.
“A grande vantagem do Be8 BeVant é que, ao contrário de outras tecnologias que dependem de infraestrutura e investimentos futuros, ele está pronto para ser utilizado imediatamente nos motores atuais e nas novas versões de caminhões a um custo competitivo”, explica Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8.
Também já está em fase de negociação com clientes dos setores agrícola, de transporte urbano e mineração, com entregas previstas até o final de 2024. Além de ser uma solução acessível e de fácil implementação, o produto não requer mudanças significativas em infraestrutura ou motores, ao contrário de alternativas como hidrogênio ou os veículos elétricos.
O novo biocombustível tem qualidade atestada, com maior lubricidade, e a fase de testes em motores em banco de provas certificou as vantagens e características do produto. Foram realizadas Provas de Conceito (PoC) em parceria com fabricantes de motores e frotistas.
A inovação é fruto da experiência adquirida pela Be8 na Europa e nos Estados Unidos, incluindo a operação de uma fábrica de biodiesel na Suíça.
Dependendo da demanda do mercado, a Be8 planeja expandir sua produção nas unidades de Passo Fundo (RS) e Marialva (PR). O produto será ofertado a um custo estimado até 50% inferior ao praticado hoje no mercado internacional para o diesel verde (hydrotreated vegetable oil — HVO). Ainda tem o diferencial de apresentar a coloração verde para se distinguir dos demais biocombustíveis.
“Estamos diante de uma solução imediata para empresas que buscam cumprir suas metas de descarbonização a curto prazo”, afirma Battistella. O biocombustível é ideal para grandes consumidores de óleo diesel tradicional que têm o compromisso de reduzir suas emissões, especialmente em setores de alta intensidade de transporte, como mineração e logística. O produto tem potencial para abastecer geradores de energia e atender às demandas dos modais rodoviário, ferroviário, hidroviário e marítimo.
Acelerar a meta da descarbonização
Em um cenário onde muitas empresas estão se comprometendo a atingir a neutralidade de carbono até 2030, o novo biocombustível surge como aliado estratégico — especialmente após a sanção da Lei 14.993/24. A Lei do Combustível do Futuro, como é chamada, marca um importante capítulo na estratégia nacional para cumprir as metas de descarbonização previstas no Acordo de Paris e no Compromisso Global para as Energias Renováveis e a Eficiência Energética — assinado por 116 países na última COP. A meta é triplicar a capacidade mundial instalada de produção de energias renováveis e duplicar a taxa média anual global de melhorias na eficiência energética até 2030. O Brasil é um dos países com a possibilidade de se transformar em potência mundial na área de energia renovável.
“O Be8 BeVant chega em um momento crucial, quando as empresas buscam maneiras práticas de cumprir suas metas de sustentabilidade”, ressalta Battistella. O potencial é grande considerando-se a urgência de se encontrar soluções de descarbonização de curto prazo para o setor de transportes e levando-se em consideração que as companhias estabeleceram compromissos próprios de neutralização das emissões (net zero) para os próximos anos. “No caso do setor de logística, o ganho na redução de emissões ajuda as empresas-clientes a cumprir suas metas de ESG no escopo 3, que envolve toda a cadeia”, acrescenta Battistella.









