Relatório global aponta redução de fraudes no mercado de cripto
Mesmo com alto volume de negociações, Binance, líder do mercado, apresentou a maior diminuição na participação de transações ilícitas
Garantir um ambiente de segurança no mercado de ativos digitais é uma demanda constante tanto de usuários quanto de corretoras. Dados da Chainalysis e da TRM Labs, empresas líderes em monitoramento de blockchain, indicam que a atividade ilícita em cripto caiu acentuadamente entre 2023 e 2025, o que demonstra o compromisso de plataformas e reguladores em assegurar tranquilidade aos investidores.
Enquanto opera o maior pool de liquidez do setor, a Binance está no centro dessa transformação, registrando a maior redução na participação de transações ilícitas: cerca de 96%. De acordo com análises conduzidas pela Binance dos dados apresentados pela Chainalysis, em junho de 2025, apenas 0,007% do volume de transações da Binance estava diretamente ligado a carteiras associadas a atividades ilícitas.
A média das seis maiores corretoras centralizadas ficou em 0,018%, o que significa que a proporção da Binance foi mais de 2,5 vezes mais baixa. Esse resultado só foi possível graças ao fortalecimento dos padrões antilavagem de dinheiro (AML) e dos sistemas de detecção, prioridades no planejamento da exchange.
A avaliação independente da TRM Labs chegou a outra conclusão significativa: apenas 0,016% do volume de transações da Binance teve exposição direta a fontes ilícitas, contra 0,023% de outras corretoras líderes, uma diferença de aproximadamente 30%.
Além disso, a análise das empresas mostrou que a Binance também supera o mercado ao minimizar a exposição a fundos ilícitos, mesmo processando volumes de negociação muito superiores aos de qualquer outra plataforma.
“A Binance tem um compromisso com a integridade do ecossistema cripto. Nossa prioridade é trabalhar lado a lado com as autoridades de segurança brasileiras para combater o uso indevido de ativos digitais e proteger os usuários e o mercado como um todo. Atuar na prevenção e repressão a desvios pontuais é importante para preservar a confiança em um setor legítimo, inovador e cada vez mais integrado ao sistema financeiro global”, afirma Guilherme Nazar, vice-presidente da Binance para a América Latina.
Exposição direta
Para compreender a importância desses avanços é preciso conhecer o conceito de “exposição direta”. Ele representa a parcela do volume total de transações de uma corretora que pode ser rastreada diretamente a carteiras envolvidas em atividades ilícitas verificadas, como operações de ransomware, golpes, violações de sanções ou invasões.
Uma exposição menor significa que os sistemas da plataforma estão identificando, bloqueando e reportando efetivamente atividades suspeitas antes que circulem pelo ecossistema.
Outro dado comparativo de destaque mostra que, enquanto o volume de finanças ilícitas é comumente associado ao mercado cripto, é nos canais tradicionais que ele ocorre com mais frequência. Dados do Global Financial Crime Report 2024, da Nasdaq, estimam que US$ 3,1 trilhões em fundos ilícitos circularam pelo sistema financeiro mundial em 2023, e análises da Organização das Nações Unidas e do Fundo Monetário Internacional sugerem que de 2% a 5% do PIB global – mais de US$ 2 trilhões nos níveis atuais – é lavado anualmente pelo sistema tradicional. Por outro lado, a exposição ilícita anual combinada entre as sete maiores corretoras centralizadas de criptomoedas fica na casa dos bilhões de dólares.
Investimentos em segurança
Os sistemas de controle da Binance ajudaram a evitar, só no ano de 2025, US$ 6,69 bilhões em potenciais perdas por fraudes e golpes, beneficiando 5,4 milhões de usuários. No mesmo período, a companhia atendeu a mais de 71 mil solicitações de autoridades, apoiou a apreensão de aproximadamente US$ 131 milhões ligados a atividades ilícitas e realizou mais de 160 treinamentos com forças de segurança ao redor do mundo.
Em termos de liquidez, a exchange registrou no mesmo ano US$ 34 trilhões em volume total negociado, considerando todos os produtos, com destaque para o mercado spot, que superou US$ 7,1 trilhões. Desde o início das operações, há pouco mais de oito anos, o volume acumulado negociado na plataforma atingiu US$ 145 trilhões.
“Nossos investimentos reforçam a posição de liderança da Binance no mercado de criptoativos e evidenciam nosso compromisso com os mais altos padrões de compliance e cooperação com as autoridades, no Brasil e no mundo”, finaliza Nazar.









