Exchanges cripto, como a Binance, criam ferramentas para proteger blockchain
Ferramenta desenvolvida pela Binance identifica infrações nas redes Ethereum e BSC e detecta em média 300 mil tentativas de fraude por semana
Um algoritmo exclusivo capaz de identificar e impedir o “envenenamento de blockchains”, ou falsificação de endereços de tokens, já ajudou a sinalizar mais de 15 milhões de registros fraudulentos nas redes Ethereum e BSC. A solução desenvolvida pela Binance, maior provedora de infraestrutura do ecossistema blockchain e de criptomoedas, detecta em média 300 mil tentativas de fraude semanalmente.
O envenenamento de endereços é feito por hackers que se aproveitam da transparência das blockchains públicas para encontrar pares de endereços que transferem criptoativos entre si regularmente. Em seguida, criam domínios semelhantes a partir dos quais enviam pequenas quantidades de criptomoedas à contraparte da negociação, contando com o costume de muitos usuários de copiar e colar esses registros de seu histórico de movimentações. O objetivo é que, da próxima vez que a vítima for enviar fundos, ela copie inadvertidamente o código falsificado e, assim, envie a quantia para os golpistas.
De acordo com a empresa Certik, um investidor perdeu mais de US$ 68 milhões em criptos após ser alvo do envenenamento de tokens de blockchains. Com crimes cada vez mais sofisticados, a ferramenta é uma resposta às tentativas de utilizar os criptoativos para movimentar recursos de maneira ilegal e realizar venda de criptomoedas falsas em exchanges descentralizadas (DEXs).
A solução desenvolvida pela Binance identifica transferências suspeitas e obtém informações sobre elas, como o horário em que essas interações acontecem. Os códigos envenenados são registrados em um sistema da empresa HashDit, uma das parceiras de segurança da Binance.
O golpe do envenenamento pode acontecer com qualquer pessoa, mas pode ser prevenido com algumas medidas de segurança:
- Verificar o endereço completo: sempre conferir todo o endereço do destinatário antes de enviar criptomoedas e não apenas os primeiros e últimos caracteres.
- Salvar informações confiáveis: utilizar recursos da carteira para salvar endereços frequentemente usados, atribuindo apelidos e códigos QR a eles.
- Usar serviços de nomes: empregar serviços como o Ethereum Name Service (ENS) para obter endereços mais curtos e reconhecíveis.
- Realizar transações de teste: ao transferir grandes quantias, enviar uma pequena quantia primeiro para garantir que o endereço está correto.
- Cuidado ao copiar e colar: verificar novamente o endereço após colar e considerar digitar manualmente alguns caracteres.
Prevenção e combate aos golpes
O mercado de criptomoedas cresce em ritmo acelerado. Segundo a plataforma CoinMarketCap, os ativos baseados na blockchain somam mais de US$ 2,5 trilhões em capitalização. Em relação à quantidade de usuários, um levantamento da Triple-A mostra que o setor conta com mais de 560 milhões de usuários no mundo.
Junto com esse crescimento, a Binance atua ativamente no desenvolvimento de soluções de cibersegurança e compliance para proteger o ecossistema cripto e garantir a transparência dos negócios, promovendo um ambiente cada vez mais seguro para o desenvolvimento sustentável da indústria.
As medidas de proteção praticadas pela Binance e por outras instituições do ecossistema cripto, associadas ao empenho e à preparação cada vez maior das forças de segurança mundiais no combate aos crimes envolvendo ativos da blockchain, vêm surtindo efeito. Entre 2022 e 2023, segundo a Chainalysis, as operações ilegais caíram de 0,42% para 0,34% do total de transações com criptomoedas no mundo. No mesmo período, o valor recebido por endereços ilícitos, de pessoas envolvidas em crimes como lavagem de dinheiro, terrorismo, tráfico de drogas, caiu de US$ 39,6 bilhões para US$ 24,2 bilhões.
Colaboração com as forças de segurança
As estratégias de compliance da Binance também envolvem a criação de parcerias com autoridades governamentais e órgãos reguladores para investigar e prevenir crimes financeiros com ativos digitais. Ao realizar treinamentos com investigadores, a empresa oferece assistência em operações de combate à lavagem de dinheiro e ajuda as autoridades a rastrear transações suspeitas.
Nos últimos dois anos, os especialistas da Binance realizaram mais de 190 workshops com investigadores públicos e participaram de aproximadamente 200 workshops de treinamento para a aplicação da lei e o combate a crimes cibernéticos e financeiros. No mesmo período, a corretora respondeu a mais de cem mil solicitações de 13 mil autoridades em todo o mundo, contribuindo para a recuperação de bilhões de dólares em ativos e a prisão de criminosos.
Esses esforços são complementados por um investimento contínuo em educação e conscientização, incluindo conteúdo educacional oferecido pela Binance Academy, destacando seu compromisso com a criação de um ambiente de criptomoedas mais seguro e regulamentado.
No Brasil, a exchange tem colaborado com diversas autoridades, incluindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério Público, a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Receita Federal. No mundo, vários criminosos já foram presos com a ajuda da Binance. Em um caso recente, a exchange colaborou com o Serviço de Informação e Investigação Fiscal da Holanda (FIOD) para desbaratar um golpe de exit scam numa plataforma de jogos de azar, resultando no congelamento de milhões de euros e na prisão de suspeitos envolvidos em fraudes e lavagem de dinheiro.
Na Índia, a corretora ajudou as autoridades a desmantelar um esquema de investimento fraudulento sob o disfarce de uma plataforma de jogos, o que também resultou na recuperação de milhões de dólares em ativos. Em Taiwan, ajudou as autoridades a combater um grande caso de lavagem de dinheiro envolvendo o equivalente a mais de US$ 6 milhões em ativos virtuais.









