Be8 reforça liderança em biocombustíveis na Fenagra 2025 com foco em inovação
Pela terceira vez na Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, companhia pretende ampliar parcerias no setor de gordura animal — insumo que respondeu por 23,13% de sua produção em 2024
A crescente demanda por soluções de eficiência energética mais limpas marca a edição de 2025 da Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food (Fenagra), que acontece entre os dias 13 e 15 de maio em São Paulo. Com expectativa de movimentar R$ 880 milhões em negócios, o evento destaca o protagonismo dos biocombustíveis na transição energética, com ênfase no uso estratégico de resíduos, como a gordura animal, para a produção de biodiesel e na emissão de créditos de descarbonização (CBIOs).
Nesse contexto, a Be8, uma das maiores produtoras de biodiesel do Brasil, retorna à feira em um momento decisivo para sua estratégia de expansão e consolidação como referência em inovação ambiental. A participação da empresa, pela terceira vez no evento, está alinhada à sua meta de ampliar parcerias no setor de gordura animal — insumo que respondeu por 23,13% de sua produção em 2024.
A atuação da Be8 nessa frente ganha novo impulso com a aquisição da Biopar e com a certificação internacional Carb, concedida à planta de Passo Fundo (RS) e conquistada recentemente para a rota de produção com gordura animal. Assim, a companhia tornou-se a primeira empresa sul-americana autorizada a exportar biodiesel de gordura animal para a Califórnia, nos Estados Unidos, um dos mercados mais exigentes do mundo em termos ambientais.
A certificação simboliza um marco de competitividade internacional para o setor e reforça o salto de qualidade das operações da empresa. “O uso de resíduos como gorduras animais, que antes eram descartados, tem se mostrado uma alternativa altamente eficiente tanto do ponto de vista energético quanto ambiental”, afirma Ricardo Reckziegel, diretor comercial da Be8.
Outra conquista importante da Be8 foi o início da emissão de CBIOs pela unidade de Santo Antônio do Tauá (PA), incluída por meio da aquisição da Biopar. A iniciativa se insere na política RenovaBio e certifica a redução efetiva de emissões de gases de efeito estufa.
Rodadas de negócios
Durante a Fenagra, a Be8 promove rodadas de negócios e apresenta o Be8 BeVant, novo biocombustível desenvolvido pela empresa que pode ser utilizado puro em motores a diesel. O produto destaca-se por seu alto desempenho e contribuição direta para a descarbonização de setores intensivos em energia, como transporte, agronegócio e mineração.
Com a incorporação das três unidades produtivas da Biopar (PA, PI e MT), a Be8 elevou sua capacidade instalada anual para 1,47 bilhão de litros — um crescimento de 35,6%, que a posiciona como a terceira maior produtora de biodiesel do país. A empresa aposta na diversificação de matérias-primas, descentralização territorial e inovação tecnológica como pilares de sua atuação.
A ampliação da operação com novas unidades produtivas em regiões estratégicas, como o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, reforça a descentralização da produção e a inclusão de diferentes insumos — como óleo de palma, de soja e gorduras animais — na matriz energética renovável.
Com uma programação técnica voltada à viabilidade do biodiesel, rastreabilidade, novas tecnologias e combustíveis emergentes, como o diesel verde (HVO, sigla de hydrotreated vegetable oil) e o combustível sustentável de aviação (SAF, sigla em inglês para sustainable aviation fuel), a Fenagra se consolida como espaço-chave para o debate e a construção do futuro energético do país.
Protagonismo na nova matriz energética
“A participação na Fenagra 2025 consolida o papel da Be8 como uma das principais protagonistas da nova matriz energética brasileira, reforçando o vínculo entre eficiência, sustentabilidade e competitividade global no setor de biocombustíveis”, analisa Reckziegel.
A produção de biodiesel segue em expansão no país: cresceu 20,4% em 2024, totalizando 9,07 milhões de metros cúbicos, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Esse avanço impulsiona o desenvolvimento da cadeia de matérias-primas, sustentando o crescimento previsto na aprovação da Lei do Combustível do Futuro e consolidando o país como um difusor de energias renováveis.









