Be8 desenvolve indicador para medir impactos de combustíveis nos negócios
Índice mostra que biodiesel tem retorno econômico 13 vezes maior contando com fatores ambientais
Para demonstrar cientificamente os benefícios e ganhos proporcionados pelo uso de biocombustíveis na descarbonização, a multinacional Be8 desenvolveu, em parceria com a consultoria Accenture, o indicador Fator Econômico e Ambiental (FEA). O índice oferece uma visão integrada e quantitativa dos impactos econômicos e ambientais dos combustíveis.
O cálculo é baseado na Matriz de Insumo-Produto (MIP), uma abordagem macroeconômica que quantifica os efeitos da produção e do uso de biocombustíveis na economia brasileira. A análise incorpora uma conduta fundamentada no Total Cost of Ownership (TCO), permitindo que empresas de transporte e frotistas avaliem a viabilidade financeira da substituição de combustíveis fósseis por opções sustentáveis.
“O debate sobre transição energética não pode se limitar a uma análise do custo do combustível no momento do consumo”, afirmou o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro, quando a inovação foi apresentada. O evento contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que destacou os avanços do Brasil na descarbonização e a importância de ferramentas como o FEA para orientar decisões estratégicas no setor energético.
Apoio à descarbonização
De acordo com o diretor de ESG Latin America da Accenture, Felipe Bottini, cada litro de biodiesel gera um retorno para a economia brasileira quatro vezes superior ao diesel fóssil, podendo chegar a 13,3 vezes mais quando fatores ambientais são considerados.
O Fator Econômico e Ambiental pode ser aplicado a qualquer combustível e utilizado como parâmetro de planejamento financeiro e ambiental para empresas. O indicador consegue quantificar os benefícios econômicos diretos dos biocombustíveis, como geração de renda e retorno operacional, e compará-los com custos econômicos e externalidades ambientais. Assim, seu uso pode facilitar o desenvolvimento de estratégias de investimento alinhadas às metas de descarbonização, viabilizando cenários de transição energética mais previsíveis e embasados em dados concretos.
Inicialmente aplicada ao setor de biocombustíveis e transporte rodoviário, a metodologia pode ser expandida para outros segmentos, como transporte marítimo e ferroviário e indústria de energia.
Para o presidente da Be8, ao demonstrar as vantagens econômica e ambiental dos combustíveis renováveis, desmistifica-se a falsa percepção de que eles são mais caros. “O FEA é um fator que pode auxiliar economistas, empresários e gestores a calcular a relação entre os investimentos e os impactos para a transição energética e para uma mobilidade mais sustentável, por meio dos biocombustíveis”, esclarece.
O Be8 BeVant®, novo biocombustível da Be8, apresenta um FEA 15,5 vezes melhor do que o diesel convencional, enquanto o diesel verde (HVO) tem um desempenho 15,2 vezes superior.
“Esses números indicam que, na média, os biocombustíveis, que substituem o diesel, são dez vezes mais eficientes sob o ponto de vista socioeconômico”, destaca Battistella. “Os dados demonstram que os biocombustíveis não apenas são uma escolha mais sustentável, mas também oferecem benefícios econômicos significativos, apoiando a transição para uma economia de baixo carbono”, afirma.
Ao mesmo tempo que apresentava o FEA em Davos, a Be8 também participou da Clean Fuels Conference, na Califórnia. O evento reuniu os principais atores da cadeia de fornecimento de biodiesel e diesel renovável nos Estados Unidos, mercado que caminha para atingir um consumo de 20 bilhões de litros desses combustíveis pela primeira vez. “Os EUA perceberam a força dos biocombustíveis para alavancar a economia e cumprir os objetivos da transição energética. Nossa indústria se tornou uma força central no esforço global para conter as emissões de gases de efeito estufa”, destacou o CEO da Clean Fuels Alliance America, Donnell Rehagen.









